4 motivos para você vender mais contando histórias.

Descubra 4 motivos estratégicos para usar storytelling e vender mais. Entenda como histórias geram conexão, memória, engajamento e posicionamento de marca.

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Primeiramente, hoje marcas são introduzidas no meio de histórias. Você já percebeu como certas marcas aparecem na sua frente sem parecer um anúncio invasivo? Por exemplo, pense naquela novela das nove onde o protagonista entra num carro específico durante uma cena de tensão. Da mesma forma, lembre-se de como uma gigante da telefonia (sim, a Vivo) parou o país ao transformar a música Eduardo e Mônica numa curta-metragem emocionante.

Como resultado, foram milhões de visualizações em poucas horas. Além disso, as pessoas choravam, partilhavam o vídeo nos grupos de família e, o mais importante: lembravam da marca sem que um único “compre agora o nosso plano” fosse dito.

A verdade é que você não viu um comercial. Pelo contrário, você viveu uma história.

No ano de 2014, tive a grande oportunidade de participar do 2º Content Marketing Brasil. De fato, foi um evento icónico organizado pela Rock Content. Além disso, foi lá, no meio de palestras inspiradoras e cases de sucesso, que tive o meu primeiro contacto real com o termo Storytelling aplicado a negócios. Por causa disso, a minha mente “explodiu” naquele dia.

Naquele momento, percebi que o marketing tradicional de “empurrar goela abaixo” estava com os dias contados. Desde então, muita coisa mudou no marketing digital: o algoritmo do Instagram mudou dezenas de vezes, o TikTok nasceu, a inteligência artificial chegou. Apesar disso, uma regra de ouro permanece inalterada: quem conta as melhores histórias, domina o mercado e não briga por preço.$$LINK EXTERNO: O que é Content Marketing segundo o CMI$$

Por que histórias vendem mais do que dados e estatísticas?

Antes de mais nada, sabe aquela sensação de estar tão imerso numa conversa num bar com um amigo que o tempo simplesmente voa? Certamente, isso acontece porque o cérebro humano tem uma absorção de informações infinitamente maior quando estas são contadas em forma de narrativa.

Portanto, pense comigo: nós fomos programados desde a época das cavernas para sentar à volta do fogo e ouvir relatos. Por consequência, nós gravamos muito mais uma história envolvente do que dados frios, gráficos de pizza e tabelas de estatísticas que o cérebro descarta em cinco minutos.

Para ilustrar, imagine uma empresa a vender um colchão. Por um lado, temos o jeito “dados”: “Temos uma espuma de densidade 33 com molas ensacadas de titânio”. Por outro lado, temos o jeito “Storytelling”: “Nós devolvemos as suas noites de sono profundo para que você acorde pronto para dominar o seu dia e ter paciência para brincar com os seus filhos”. Afinal, qual deles vende mais?

Sabendo disso, as marcas inteligentes utilizam a narrativa na hora de construir uma campanha para garantir que serão lembradas. Em outras palavras, não se trata apenas de vender um produto, mas de criar uma âncora emocional na mente do consumidor. Por isso, na hora de contarmos essas histórias, utilizamos elementos muito específicos para atrair a atenção e prender os olhos do leitor até o final.$$SUGESTÃO DE IMAGEM: Close-up de uma pessoa emocionada a olhar para um smartphone, com uma lágrima no canto do olho. ALT-TEXT: Storytelling para marcas e o impacto emocional real no consumidor.$$

“Senta que lá vem história!”

Sem dúvida, quem não se lembra das histórias que começavam com frases que marcaram gerações e ainda hoje nos dão arrepios de nostalgia?

  • “Alô, Alô, planeta terra chamando… esta é mais uma página do diário de bordo de Lucas Silva e Silva, falando diretamente do mundo da lua onde tudo pode acontecer!”
  • “Senta que lá vem história!”
  • Ou, para os mais clássicos e imbatíveis: “Era uma vez…”

Basicamente, essas frases funcionam porque ativam gatilhos de conforto no nosso cérebro. No entanto, por que você, como analista de social media, copywriter ou estrategista da Agência P3.A, deve investir tempo nisso em vez de apenas postar artes com “promoção da semana”?

Abaixo, aqui estão 4 motivos inegociáveis para você aplicar Storytelling hoje na sua estratégia de conteúdo:

1. A sua marca aproxima-se do seu cliente (A verdadeira Empatia)

Antes de mais nada, o seu cliente não quer saber o quão incrível, premiada ou inovadora a sua empresa é. Na verdade, ele quer saber se você entende o caos que é a rotina dele. Assim que contamos histórias, as pessoas identificam-se. Além disso, elas passam a colocar-se no lugar dos personagens e a reviver aquelas situações mentalmente.

A partir deste momento, começamos a criar uma empatia real pela marca. Nesse sentido, o cliente suspira aliviado e pensa: “Uau, eles realmente entendem o que eu passo todos os dias”. Como resultado, a barreira do ceticismo cai e a confiança é estabelecida.

2. Humanização Radical (O conceito H2H)

Atualmente, muito se fala de B2B (Business to Business) ou B2C (Business to Consumer). No entanto, o grande segredo atual é o H2H: Human to Human (Humano para Humano). Afinal, atrás de todo CNPJ que assina um contrato, existe um CPF que tem medos, ambições, noites mal dormidas e boletos a pagar.

Acima de tudo, pessoas gostam de falar com pessoas, não com logótipos engravatados e institucionais. Sendo assim, ao usar narrativas, você deixa de ser apenas um prédio comercial ou um perfil no Instagram e passa a ter personalidade, falhas, superações e uma voz única.$$LINK INTERNO SUGERIDO: Artigo completo sobre como humanizar a voz da sua marca nas redes sociais sem parecer forçado$$

3. Retenção na Memória de Longo Prazo (O Efeito Laranja)

Da mesma forma, o autor Arthur Paredes, no seu excelente livro PROFUNDAMENTE: neuromarketing e comportamento de consumo, explica a ciência por trás da memória de uma forma brilhante e assustadora:

“Experiências e informações sensoriais registam aspetos do ambiente através de associações. Ao lembrar de uma laranja, resgatamos uma experiência multissensorial influenciada por fatores emocionais — como a laranja que você comia todas as vezes que visitava a sua falecida avó, por exemplo.”

Portanto, imagine o poder prático disso nas vendas: a ciência comprova que um simples gatilho de cheiro, som ou uma frase pode ativar uma cadeia inteira de memórias afetivas. Dessa maneira, se a sua marca conseguir ser esse gatilho através de uma narrativa poderosa, você deixa de ser uma lembrança passageira (memória de curto prazo) e passa a fazer parte da vida do seu público de forma permanente.

4. Engajar o seu público (O poderoso senso de pertencimento)

Principalmente, não queremos apenas clientes; além disso, queremos defensores da marca. Nesse contexto, uma história bem contada melhora o engajamento orgânico de forma absurda. Consequentemente, o seu público sente-se tão à vontade que começa a partilhar as próprias experiências nos comentários, sabendo que não é o único a passar por determinada dor ou glória.

Em suma, essa sensação de pertencimento cria o que os especialistas chamam de “Tribos”. Logo, quando você cria uma tribo, as pessoas não compram apenas o seu produto, elas compram a bandeira que você levanta.$$SUGESTÃO DE IMAGEM: Um grupo de pessoas diversas a interagir de forma entusiasmada e a sorrir à volta de uma mesa de café com laptops. ALT-TEXT: Engajamento, pertencimento e criação de comunidade através do Storytelling estratégico para marcas.$$

O que é Storytelling de verdade? (A relevância técnica e a Jornada do Herói)

Por fim, deixei para o final a explicação exata sobre o que é Storytelling porque comete-se um erro fatal no mercado: achar que Storytelling é apenas “inventar uma historinha” e publicar. Sem dúvida, isso é mentira. Ao invés disso, Storytelling de alta conversão é contar histórias de forma cirurgicamente relevante. Ou seja, não adianta contar a história mais triste ou mais engraçada do mundo se ela não dialoga com o problema que o seu produto resolve.

Para resumir, o grande segredo aqui é entender a Jornada do Herói. Em outras palavras, a sua marca nunca é o herói da história. De fato, o Herói é o seu cliente (ele é o Luke Skywalker). Enquanto isso, a sua marca é o Mentor (você é o Mestre Yoda) que entrega a ferramenta (o sabre de luz) para o herói vencer o vilão (o problema dele).

Desse modo, você só se vai aproximar do seu público se contar a história certa, da forma certa. Mas, como descobrir qual é a forma certa? Principalmente, definindo de forma obsessiva quem é o seu público. Assim, é através do mapeamento profundo da sua Persona que você encontrará as histórias exatas que farão o cliente dizer: “Onde eu passo o cartão de crédito?”.$$LINK INTERNO SUGERIDO: Guia prático definitivo para mapear o seu Público-Alvo e criar uma Persona lucrativa$$

Quem sou eu?

Publicitário / Designer / Especialista em Marketing Digital e Desenvolvimento de Marcas.

Para começar, a minha jornada não começou numa agência chique com ar condicionado. Pelo contrário, estou no mundo da comunicação desde os meus 12 anos de idade, quando comecei a ajudar os meus pais no chão de fábrica da gráfica da família. Devido à necessidade de trazer mais renda para casa, aos 15 anos eu já estava na rua, debaixo de sol, com uma pasta pesada na mão a vender materiais impressos de porta em porta.

Foi ali, recebendo “nãos” na cara, que aprendi que se eu apenas listasse as características de um cartão de visitas, eu não vendia nada. Porém, se eu contasse a história de como aquele cartão faria o empresário ser respeitado na cidade, a venda acontecia. Certamente, essa foi a minha primeira escola de persuasão.

Mais tarde, aos 19 anos, entrei de cabeça no mercado formal, aprendendo a programar, criando sites e estudando Publicidade na faculdade. Logo depois, apaixonei-me pelo universo digital e nunca mais parei de me especializar. Hoje, além de criar conteúdo altamente estratégico para os clientes da Agência P3.A, dou palestras e consultorias, sempre com o mesmo brilho no olho de quem busca criar histórias que conectam mentes e convertem vendas.

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