Você já parou para pensar que, apesar de toda a tecnologia dos últimos 10 anos, a sua experiência de compra no shopping continua exatamente a mesma? No episódio #006 do VirgulaCast, o host Adan Porto recebe Felipe Wasserman, um veterano com mais de 20 anos de estrada, passagens por gigantes como L’Oréal e especialistas em Growth Marketing.
Neste bate-papo franco sobre marketing, Felipe desconstrói mitos sobre o digital, aponta as falhas gritantes do varejo físico e revela por que as marcas estão perdendo a maior oportunidade da década: a humanização em tempos de carência.
O Varejo Parou no Tempo? A Provocação de Wasserman Felipe lança uma pergunta reflexiva: o que mudou na sua jornada de compra no shopping nos últimos 10 anos? A resposta é: quase nada. Enquanto o e-commerce voa com personalização extrema, o varejo físico ainda sofre para conectar o digital ao presencial.
- Oportunidade Digital no Físico: A tecnologia existe (telas, precificação dinâmica, reconhecimento facial), mas não é usada para melhorar a experiência.
- A Falha dos Shoppings: Wasserman destaca que os shoppings poderiam ter se tornado os maiores marketplaces do país, mas se limitaram a ser diretórios de lojas físicas, perdendo espaço para Amazon e Magalu.
Growth Marketing: Mais Estratégia, Menos “Buzzword”
Para Felipe, growth (crescimento) não é uma fórmula mágica, mas sim o marketing com planejamento de resultado.
- Traqueamento é a Chave: O Growth explodiu com o digital porque agora é possível medir cada centavo investido, algo que no marketing tradicional de TV e jornal era baseado em estimativas.
- O Erro dos Testes AB: Surpreendentemente, poucas empresas aplicam o básico: testes constantes. A conversa muitas vezes foca em métricas de vaidade em vez de focar no que realmente traz retorno sobre o investimento (ROI).
A “Oportunidade da Carência”: O Marketing que se Importa
Um dos pontos mais altos do episódio é a discussão sobre a desumanização das relações. Felipe cunha o termo “Oportunidade da Carência”.
- Marcas Medrosas: O medo do cancelamento e o foco em resultados imediatistas tornaram o marketing “morno” e igual para todos.
- Falsa Humanização: Mandar mensagens automáticas de “parabéns” não é ser humano. O consumidor sente quando é apenas mais um número em um fluxo de automação.
- Vínculo Real: O sucesso do Nubank ou de cases como o da Stanley (que deu um carro novo a uma cliente) mostra que o público anseia por conexões genuínas e reações inesperadas.
Neurodiversidade e Carreira: O Pensamento Não Linear Além do marketing, Felipe compartilha como o diagnóstico de TDAH moldou sua forma de aprender e gerir negócios. Ele defende o pensamento não linear e a importância de transitar na “área cinza” — onde não existe apenas o certo ou errado binário, mas sim a complexidade que gera inovação.
“Se você tem certeza absoluta, você está errado. Provavelmente a sua certeza não é igual à dos outros.” — Felipe Wasserman
Conclusão: É hora de ser autêntico
O marketing moderno exige técnica, mas não pode abrir mão da essência humana. Seja você um gestor de uma multinacional ou um pequeno empreendedor, a lição de Wasserman é clara: pare de tentar falar com todos de forma genérica e comece a criar experiências que façam o seu cliente se sentir especial.
Curtiu esses insights? Assista ao episódio completo do VirgulaCast no YouTube para conferir as histórias de bastidores da L’Oréal e a visão de Felipe sobre liderança de times remotos!
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🎙️ Apresentação: Adan Porto
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